Monday, April 17, 2006

A REVOLUÇÃO DE JESUS - p. 15

(...) E nesses dois pontos repousa a inescapável relevância de Jesus para a vida humana. Cerca de dois mil anos atrás ele reuniu seu pequeno grupo de amigos e aprendizes nas encostas galiléias e os enviou para “ensinar todas as nações” – isto é, para fazer alunos (aprendizes) para si de todos os grupos étnicos. Seu objetivo é eventualmente guiar toda a vida humana na terra debaixo de direção de sua sabedoria, bondade, e poder, como parte do eterno plano de Deus para o universo.

Precisamos não errar sobre isso. Enviando assim seus aprendizes, ele colocou em ação uma revolução mundial permanente: uma que ainda está em processo e continuará até que a vontade de Deus seja feita na terra assim como ela é feita no céu. Quando esta revolução culminar, todas as forças do mal conhecidas da humanidade serão derrotadas a bondade de Deus será conhecida, aceita, e alegremente conformada a cada aspecto da vida humana1. Ele escolheu realizar isso com e, em parte, através de seus alunos.

É igualmente verdadeiro agora, como um Serafim angélico proclamou a Isaías em sua visão, que “a terra inteira está cheia da sua glória”, a glória do santo Senhor dos exércitos (Isaías 6:3). Mas o dia ainda vem quando “a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas enchem o mar” (Habacuque 2:14).

A revolução de Jesus é em primeiro lugar e continuamente uma revolução do coração humano ou espírito. Ela não foi e não é derivada por meio de formação de instituições sociais e leis, e formas exteriores de nossa existência, tencionando que pudessem impor uma boa regra de vida sobre as pessoas que estejam debaixo de seu poder. Antes, sua revolução é do caráter, que emana pelo povo transformado pelo interior através de um contínuo relacionamento pessoal com Deus em Cristo e de uns para com os outros. É uma revolução que muda suas idéias, crenças, sentimentos, e hábitos de escolha, bem como suas tendências corporais e relações sociais. Ela penetra as mais profundas camadas de sua alma. Arranjos sociais, externos, podem ser usados para este fim, mas eles não são o fim, nem são uma parte fundamental dos meios.

Por outro lado, proveniente daquelas profundezas da personalidade divinamente renovadas, estruturas sociais serão naturalmente transformadas de modo que “corre a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene” (Amós 5:25). Tais correntes não podem fluir através de almas corrompidas. De modo inverso, uma vontade renovada “no íntimo” não coopera com correntes públicas de injustiça. Ela os bloqueará – ou morrerá tentando. É a única coisa que pode fazer então.

T. S. Eliot uma vez descreveu o presente esforço humano como a busca de um sistema de ordem tão perfeito que não teríamos de ser bons. O Caminho de Jesus nos diz, em contraste, que qualquer número de sistemas – não todos, para ser exato – trabalhará bem se nós não formos genuinamente bons. E em seguida seremos livres para procurar o melhor e o superior.

Esta impotência de “sistemas” é a principal razão pela qual Jesus não enviou seus alunos para iniciar governos ou mesmo igrejas como nós as conhecemos hoje. Eles foram, em lugar disso, cabeças de ponte estabelecidas de sua pessoa, palavra, e poder no meio de uma humanidade fútil e debilitada. Eles conduziram a presença do Reino e de seu Rei a cada canto da vida humana simplesmente por viver plenamente no reino com ele.

Aqueles que o receberam com seu vivo Senhor e constante instrutor seriam “escolhidos de Deus, santos e amados” (Colossenses 3:12) a aprenderiam como “ser puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida” (Filipenses 2:15-16).

Igrejas – pensando agora como assembléias locais de tal povo – naturalmente seriam o resultado. Igrejas não são o reino de Deus, mas não primárias e inevitáveis expressões, postos avançados, e instrumentalidades da presença do reino entre nós. Elas são “sociedades” de Jesus, brotando em Jerusalém, na Judéia, em Samaria, e até os confins da terra (Atos 1:8), como a realidade de Cristo é conduzida à vida humana ordinária. Este é um processo contínuo, hoje ainda não completo: “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mateus 24:14).

0 comments: